| Peso | 0,2 kg |
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| Dimensões | 11,5 × 1 × 21 cm |
| tradutores | Jemima Alves |
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Em agosto de 2025, a escritora sul-africana Zukiswa Wanner partiu de Joanesburgo rumo a Túnis, capital da Tunísia, para embarcar no Mendi Reencarnado e se juntar a centenas civis de 44 países que compunham a Flotilha da Liberdade, em mais uma missão para tentar romper o cerco de 18 anos e criar um corredor humanitário de ajuda para Gaza, na Palestina. Os relatos de Wanner narram os preparativos, o treinamento, a jornada náutica e as conversas que manteve com moradores de Gaza ao longo da travessia. Escritos pelo celular, em formato de diário, foram enviados diariamente a pessoas próximas que a acompanhavam. Em terra firme, após ser libertada, Wanner acrescenta ao diário o relato sobre a eventual e indesejada interceptação de sua embarcação pela Marinha de Israel em águas internacionais, a 28 milhas náuticas de Gaza, seguido do relato sobre os dias presa na prisão de Ktzi’ot, no deserto do Naqab, Sul de Israel. Tão sombrio quanto bem-humorado, filosófico quanto universal, Diário de uma flotilha por Gaza é uma declaração política amplificada pela literatura, estabelecendo paralelos contemporâneos para com os movimentos de libertação mundo afora.
prefácio Juliana Muniz
tradução Jemima Alves
| Peso | 0,2 kg |
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| Dimensões | 11,5 × 1 × 21 cm |
| tradutores | Jemima Alves |
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Nossa médica a bordo trazia dois grandes chocolates, sabor coco e noz-pecã, que planejava dar às primeiras crianças de Gaza que encontrasse, e eu tinha proibido as pessoas de comer algumas tâmaras lindamente arranjadas e embaladas que comprei em Túnis, porque queria entregá-las em meu encontro à primeira mulher de Gaza. Trouxe também livros para o jovem que, ouvi dizer, sempre carrega consigo sua biblioteca nos bombardeios. Talvez eu não o encontrasse, mas tinha certeza de que alguém em algum lugar poderia vê-lo, se eu mencionasse isso nas redes sociais — e não seria lindo se um dos livros fosse uma ficção ambientada em Gaza, escrito por uma autora sul-africana que levou leitura em uma coalizão internacional humanitária, uma flotilha por Gaza?